Citação da peça "Memórias Torturadas" em livro acadêmico

<<Na edição de 2012, a peça Memórias Torturadas – A Ditadura e o Cárcere no Paraná se apropriou da Penitenciária do Ahú para falar sobre a ditadura de 1964 no Paraná e os temas relacionados a ela, tortura, censura, política. Relevante destacar que a penitenciária foi realmente utilizada como cárcere para presos políticos na década de 70 e atualmente está desativada.

 Em reportagem concedida ao repórter Roger Pereira, do portal Terra, na seção Arte e Cultura, o escritor e diretor da peça Gehad Hajar falou sobre as intenções e motivações para a criação do espetáculo, na reportagem é possível ler também uma breve descrição do clima do espetáculo e a forma de utilização do espaço da penitenciária: “o público passa por momentos angustiantes, percorre as galerias escuras do presídio, assiste a uma cena de tortura no pátio central da prisão e, na sequência sobe para o terceiro andar de alas de celas, onde acompanha a história [...]” (PEREIRA, 2012).>>


REGHELIN , Ana Luiza Suhr. O Teatro fora do teatro: apropriação de arquiteturas urbanas em espetáculos teatrais. In: SCHEFFLER, I.; LANDAL, S. (orgs.). Questões de cenografia II: cenografia no teatro e em outros contextos. Curitiba: Arte Final, 2016.

Tortura, Repressão e Memória no Teatro do Paraná

Apresentação acerca da peça "Memórias Torturadas - A Ditadura e o Cárcere no Paraná" no evento "Direitos Humanos, Arte e Democracia - Memórias e Reflexões sobre os 50 anos do golpe civil-militar", em 3 de dezembro de 2013, na Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais. 



Lançamento do filme "Memórias Torturadas" em Minas Gerais



O filme "Memórias Torturadas: A Ditadura e o Cárcere no Paraná" que traz o registro audiovisual da primeira temporada desta peça no Presídio do Ahú, será lançada no dia 04 de dezembro de 2013, durante o evento "Direitos Humanos, Arte e Democracia - Memórias e Reflexões sobre os 50 anos do golpe civil - militar" na Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais.

Nota de Falecimento



Faleceu, em 24 de novembro de 2013, o grande e generoso ator Paulo Hey, 48 anos, de cardiopatia. Nesta peça protagonizou os personagens Jodat Nicolas Khury e o Interrogador.

Possa seu legado e imensa obra servir de exemplo à classe artística paranaense.

Cena de "Memórias Torturadas" em matéria sobre ditadura militar no Paraná

Segunda parte do programa sobre tortura do 'Meu Paraná', da RPC TV. Emocionantes depoimentos dos presos políticos Oswaldo Alves, Ildeu Manso Vieira Júnior e Narciso Pires, este último presidente do Grupo Tortura Nunca Mais Paraná.

Novamente e peça "Memórias Torturadas: A Ditadura e o Cárcere no Paraná" ilustra o trabalho, com cena do interrogatório, protagonizado pelos atores Paulo Hey (interrogador da DOPS) e Carlos Eduardo Vilas Boas (Ildeu Manso Vieira). Sensível e útil trabalho da jornalista Cristina Graeml, que faz cumprir a verdadeira função social da mídia.
 

Cenas de Memórias Torturadas em programa sobre tortura no Paraná



O programa Meu Paraná, da RPC TV, trouxe o depoimento de Gehad Hajar acerca da Revolução Federalista, e o de Dona Liamir Hauer, testemunha da repressão nos anos 30.
Ilustra a matéria, também, parte da peça Memórias Torturadas, montada em 2012 no Presídio do Ahú, com a cena inicial do Carlos Eduardo Vilas Boas de ponta cabeça.
Belo trabalho jornalístico de Cristina Graeml, que merece ser assistido.

O preço para continuar vivo (Gazeta do Povo)

Francisco Pancho Camargo
10/03/2013
Resgatando a memória
Nome de praça em Curitiba, no bairro Campina do Siqueira, Jodat Nicolas Kury é um dos autores de “7 de Amor e Violência”, ao lado de Walmor Marcelino, Oscar Milton Volpini, Sylvio Back, Valêncio Xavier, Nelson Padrella e Elias Farah. De 1966, o livro, com apresentação de Hélio Pólvora, é apontado como “a primeira atitude cultural do país a se opor ao golpe de 64”. Com o aumento da repressão, a segunda edição foi confiscada na gráfica.
No ano passado, no 21º Festival de Teatro de Curitiba, “Memórias Torturadas – A Ditadura e o Cárcere no Paraná”, mostrou parte do drama vivido por presos políticos no Presídio do Ahú.
O próprio presídio, já desativado, foi o cenário para a peça de Gehad Hajar, com direção do próprio Hajar e de Carlos Vilas Boas.
Uma das histórias é de Jodat Nicolas Kury. Pela violência sofrida, não diferente das outras.

"Memórias Torturadas" no lançamento da Comissão Estadual da Verdade



Documentário produzido para a cerimônia de lançamento da Comissão Estadual da Verdade do Paraná, no Teatro da Reitoria da UFPR, em 06/05/2012. 

Traz o nosso depoimento (Gehad Hajar), e de alguns presos políticos paranaenses, com imagens do cenário da peça "Memórias Torturadas - a Ditadura e o Cárcere no Paraná", na antiga Penitenciária do Ahú.

Memórias Torturadas é eleita melhor peça do Fringe

A peça "Memórias Torturadas: a Ditadura e o Cárcere no Paraná" foi escolhida como a melhor peça do Fringe e a 6º melhor de todo o 21º Festival de Teatro de Curitiba, pelo Jornal Comunicação da UFPR.

Veja em: http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/?p=11068

E-Paraná

Texto de apresentação no programa impresso



Numa democracia todos contam sua história. Isso pode diferenciar a democracia da tirania.
Ainda assim, nosso Estado não tem memorado os anos de chumbo, e suas consequências para a atualidade.
O Paraná parece sofrer de amnésia histórica.
Porquanto, hoje, Curitiba é a cidade com maior índice de jovens que desejam a volta da ditadura, segundo pesquisa realizada em 2006, o que estarrece qualquer indivíduo que defenda a liberdade e o estado democrático de direito.
São sete longos anos de pesquisa em arquivos, livros e entrevistas, para o atual resultado pragmático.
Narrar quatro vidas aprisionadas, exatamente no mesmo ambiente onde tudo ocorreu, vai além dos ineditismos. Remete o público a ser parte integrante do meio, sorvendo por todos os sentidos a experiência do cárcere e do sofrimento pela luta de um ideal legitimo.
A tentativa da equipe – que presto os maiores agradecimentos – foi unir várias linguagens artísticas à história: a literatura através do texto, as artes cênicas pela peça em si, as artes plásticas nas concepções das instalações e cenografia, o cinema pelo produto audiovisual da produção e a música com a identidade sonora.
Acreditamos, assim, cumprir a função social da arte: formar, informar e disformar.

Gehad Ismail Hajar

(Portal Terra) Festival de Curitiba: público vai ao presídio acompanhar peça




O espetáculo 'Memórias Torturadas', que conta a história de presos políticos paranaenses durante a ditadura militar se passa exatamente no mesmo local .... Foto: Divulgação

O espetáculo 'Memórias Torturadas', que conta a história de presos políticos paranaenses durante a ditadura militar se passa exatamente no mesmo local onde ocorreram as torturas, o presídio do Ahú.
Roger Pereira
Direto de Curitiba
O Festival de Teatro de Curitiba ocupa nada menos que 72 diferentes espaços cênicos na capital paranaense. Teatros, bares, casas, praças, parque e ruas da cidade estão tomados por artistas nos 13 dias de apresentação. Mas, na edição de 2012, uma peça do Fringe, a mostra paralela do Festival, chamou a atenção pela ousadia. O espetáculo Memórias Torturadas, que conta a história de presos políticos paranaenses durante a ditadura militar se passa exatamente no mesmo local onde ocorreram as torturas, o presídio do Ahú, hoje desativado.

Em aproximadamente uma hora de apresentação, o público passa por momentos angustiantes, percorre as galerias escuras do presídio, assiste a uma cena de tortura no pátio central da prisão e, na sequência sobe para o terceiro andar de alas de celas, onde acompanha a história real de Ildeu Manso Vieira, militante comunista preso com seu filho, Ildeu Júnior, na década de 1970 e seus companheiros de cárcere.

Com relatos pessoais colhidos do livro de Ildeu, Memórias Torturadas e Alegres de um Preso Político e fatos históricos colhidos nos arquivos públicos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), o autor do texto, Gehad Hajar, conta o drama dos presos políticos, as várias formas de tortura a que foram submetidos e alguns detalhes curiosos e esquecidos na história paranaense, como a passagem de um dia de Ernesto Che Guevara por Curitiba e uma guerrilha que se armava no Parque Nacional do Iguaçu.

Memórias Torturadas foi a última peça a entrar na programação do Festival de Curitiba, tendo sido confirmada apenas em janeiro deste ano, isso porque a produção teve uma longa batalha política para conseguir autorização para encenar dentro do prédio, que hoje pertence ao Tribunal de Justiça do Paraná, que construirá o novo Centro Judiciário no local.

"A ideia só faz sentido aqui no presídio, se formos levar o espetáculo para fora, teremos que reescrever todo o texto. Trouxemos o público para cá para sentir um pouco da sensação. Sabe-se lá quantas pessoas foram torturadas e até morreram aqui dentro", contou Hajar. "O objetivo é causar um mal-estar mesmo, para que as pessoas dêem mais valor a quem deu a vida para termos um país democrático", prosseguiu.

O pesquisador disse que idealizou o espetáculo após ler em jornais uma pesquisa publicada em 2006 em que Curitiba era a cidade com o maior número de jovens que queria a volta da ditadura militar, com o argumento de que se teria mais segurança. "Adorei que o público está cheio de jovens. Foi para eles mesmo que escrevemos essa peça. Mesmo porque eu não vivi a ditadura, não tenho a real dimensão do que esses presos passaram. Mas, quero mostrar que pessoas morreram, ou ficaram loucas para que a gente viva em uma democracia e que democracia não é eleição direta, é o exercício diário", declarou.

Na plateia da estreia, vários membros da família de Ildeu, que morreu em 2000, acompanharam a história, entre eles, Ildeu Júnior. "Estou angustiado, me preparei bastante para suportar o pavor de voltar aqui, de não desabar", disse ao chegar ao local. "Foi sensacional, bastante real, fidedigno ao horror que vivemos. Tomara que sirva para esclarecer aos que acham que a ditadura foi branda no Paraná. Meu pai morreu em 2000 sendo torturado, estava preso em uma cama de UTI e gritava por liberdade. Mas, apesar de a ditadura ter desestruturado nossa família, tenho bem clara a sensação de que nada foi em vão", concluiu.

http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI5705358-EI3615,00-Festival+de+Curitiba+publico+vai+ao+presidio+acompanhar+peca.html#tarticle

INGRESSOS ESGOTADOS

Informamos que para esta temporada do Festival de Curitiba, todas as sessões estão esgotadas - incluindo as sessões extras.

Agradecemos a presença e compreensão de todos!

A Produção

Peça dentro do Ahú tem sessões extras (Gazeta do Povo)

Memórias torturadas trata da história verídica de quatro presos políticos da ditadura militar

Com 106 anos e desativada há três, a Penitenciária do Ahú abriga de quinta a sábado que vem o espetáculo Memórias torturadas: a ditadura e o cárcere no Paraná, um sucesso de público no Fringe. O espetáculo já teve apresentações na semana passada. A procura foi tanta que a montagem ganhousessões extras, que serão realizadas às 21 horas de quinta (05) a sábado (07).
Mais do que assistir a um espetáculo, o espectador é colocado no centro da trama e transita pelo pátio, galerias e celas sombrias do prédio impregnado de história e drama dos milhares de detentos que ali ficaram.
Os espectadores, por sua vez, precisam seguir algumas regras: celular desligado (como em todo espetáculo) e só ficar em grupo, sempre acompanhado por policiais de verdade. Apesar de desativado, a delegacia ao lado do presídio abriga 80 detidos em caráter provisório.

Presídio vira palco de teatro (Rede Record)